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A História do Sindicato | Diretoria
História
1933-2007: 74 anos de lutas por um tecido social mais justo para todo o povo brasileiro!
Fundado em 8 de Janeiro de 1933, o Sindicato dos Têxteis de São Paulo guarda nas páginas da sua história grandes momentos de lutas e conquistas para os trabalhadores, que marcam hoje os 72 anos dessa entidade.
Porém, é já no início do século XX que ocorrem as primeiras mobilizações da categoria por melhores condições de vida e trabalho, e salários mais dignos.
O início da trajetória
Em 9 de Julho de 1917, quando os trabalhadores ainda não tinham nenhuma proteção legal e não conheciam o papel do Sindicato, tecelões do Cotonifício Crespi de São Paulo realizaram a primeira grande paralisação que durou 45 dias e culminou com a morte do operário Antônio Martinez.
Dois anos depois da inauguração do Sindicato, em 1º de Janeiro de 1935, acontece a primeira greve do setor, já em 1945, o tecelão Antônio Chamorro conduz o Sindicato para o conceito moderno de estrutura de base e serve também como elo de construção do pensamento intelectual da época e dos trabalhadores. Uma frase dita por Chamorro expressava claramente as suas idéias: “Os sindicatos só serão fortes quando eles crescerem igual rabo de cavalo, para baixo, lá dentro da empresa”.
Na década de 50, ocorre a primeira greve geral de São Paulo articulada pelo Sindicato dos Têxteis e que contou com a participação do Sindicato dos Padeiros, Gráficos, Marceneiros e Metalúrgicos. Os anos 60 foram marcados pela criação da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), uma associação civil com prazo indeterminado de duração, pluralidade partidária, jurisdição em todo território brasileiro e filiais em todos os Estados. É entidade de grau máximo de representação sindical e tem a finalidade de coordenar, representar e defender os direitos e os interesses dos trabalhadores. Além disso, de 1962 à 1972, o Sindicato dos Têxteis se transformou em centro de resistência em instrumentalização para novas políticas, em busca da redemocratização.
Momentos de transição
De 1972 à 1982, o Sindicato perde seu foco político, num período de repressão no País, e passa a agir com os outros sindicatos. Em meados dos anos 80, ele volta a atuar com suas atitudes voltadas para os objetivos da sua categoria.
A década de 90 possui dois marcos importantes. Uma crise econômica afetou a indústria têxtil brasileira que entrou em quebradeira levando 7 mil trabalhadores às ruas. Em 1991, há uma mudança de conceitos e idéias no setor, com a participação do Sindicato na fundação da Força Sindical.
Os dias atuais
Muitos anos se passaram, porém o Sindicato continua ativo e com a responsabilidade de estar sempre à frente das constantes negociações em defesa dos direitos dos trabalhadores e principalmente trazer novos benefícios à família têxtil. As campanhas salariais realizadas no segundo semestre todos os anos são um exemplo da garra e da determinação dos representantes e trabalhadores têxteis com a finalidade de alcançar mais uma vitória.
É uma briga que já acontece durante muito tempo, provoca mobilizações e faz com que toda a categoria mostre a sua unidade no combate à intransigência dos patrões, para que no fim possam receber um reajuste salarial justo, e um acordo coletivo baseado na pauta de reivindicações da classe trabalhadora. Um exemplo disso foi um protesto realizado na sede do patronal e as manifestações nas portas das fábricas em novembro de 2003, onde os trabalhadores organizados pelas entidades sindicais conseguiram reabrir as negociações e atingir 14% de reajuste ao invés dos 6% propostos pelos patrões antes da greve.
Serviços de qualidade
Os serviços oferecidos pelo Sindicato cresceram ao longo dos anos. A sede abriga atualmente diversos departamentos que facilitam a vida dos sócios. Atendimento médico, com especialistas em clínica geral, ginecologia, pediatria, cardiologista e oftalmologia; odontológico, com profissionais capacitados a realizar qualquer tipo de tratamento; departamento previdenciário; jurídico e ótica são os benefícios daqueles que fazem parte do Sindicato.
Trabalhador cidadão
O fato mais recente e marcante na história do Setor e que tem mostrado a resistência daqueles que estão no comando, teve início em novembro de 2004 quando presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu a China como economia de mercado, permitindo uma concorrência de igual para igual com o Brasil. O problema é que os métodos utilizados pelo país asiático para a produção são baseados em trabalho escravo e forte incentivo governamental.
A conseqüência disso foi a importação abusiva de produtos chineses e principalmente a demissão em massa de trabalhadores das fábricas, levando a Cadeia Produtiva Nacional a exigir a adoção de salvaguardas contra a China.
No dia 3 de agosto de 2005, o Sindicato dos Têxteis esteve representando na primeira reunião como o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, para a regulamentação desse instrumento de defesa do emprego. O encontro aconteceu no mesmo período que ocorria 0 5º Congresso Nacional da Força Sindical, também importante colaborador dessa luta.
No dia 23 de agosto, os representantes sindicais saíram às ruas, numa manifestação na Praça da Sé, reivindicando novamente as salvaguardas e cobrando do Governas as providências necessárias para resolver o problema. A última mobilização ocorreu no dia 31 de agosto, quando o nosso Sindicato esteve novamente em Brasília com o ministro Furlan e pediu a regulamentação dos decretos e ainda a fiscalização de portos, fronteiras e alfândegas para reprimir a entrada no Brasil de mercadorias com guias de importação falsificadas. Parece que dessa vez as salvaguardas sairão do papel.
A luta é permanente
A história do Sindicato dos Têxteis de São Paulo mostra uma trajetória de árduas lutas em defesa da classe que representa. O foco político da entidade, interrompido em parte do período ditatorial, se caracteriza como um dos mais relevantes elementos que compõe a sua trajetória e responsável pela conquista de sua solidez, hoje perceptível em sua estrutura e em suas posições marcantes no contexto político.
A presença do Sindicato dos Têxteis tem visivelmente reflexo no dia-a-dia dos trabalhadores cumprindo, com isso, a sua função de proporcionar melhores condições de vida aos trabalhadores do Setor. Uma história de lutas em defesa da classe trabalhadora e de conseqüentes conquistas é fruto da potencialidade da categoria somada a adesão, cada vez maior, de seus representados, o que deverá continuar ocorrendo para o fortalecimento, cada vez mais intenso, da classe operária têxtil e mais do que isso, contribuir sistematicamente para a confecção de um tecido social mais justo para todo povo do nosso País.
Sérgio Marques
Presidente
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