13.04.2009
Criatividade e valor agregado impulsionam a valorização dos produtos

Conhecida internacionalmente por suas peças originais e com alto valor agregado, a moda do Ceará revela significativo aumento do valor médio  do vestuário que é exportado pelo Estado nordestino. Dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) apontam que o valor do quilo exportado aumentou, por exemplo, de US$ 12,38 em 2001, para US$ 47,58 no ano passado. “O produto cearense conquistou o quinto lugar no ranking das exportações brasileiras em termos de valor em 2008, com preço médio superior ao praticado em São Paulo (US$ 42,74/kg) e Santa Catarina (US$ 25,88/kg), estados que ocupam os primeiros lugares na relação de exportadores brasileiros”, salienta o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Aguinaldo Diniz Filho. Ele destaca, ainda, que países como Argentina, Paraguai, Bolívia, Portugal e Uruguai foram os que mais compraram os produtos brasileiros produzidos no Ceará no ano passado.

Dentre os produtores nacionais, o Ceará ocupa a sexta posição vindo logo atrás de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, e responde por 6,1% do PIB  têxtil brasileiro. “Em 2008, a indústria têxtil e de confecção cearense registrou quase 130 mil empregos diretos, dos quais 4,7 mil foram novos postos gerados ao longo do ano. No entanto, com a redução de 2.780 postos de trabalho, em janeiro deste ano, o total caiu para mais de 126 mil empregos diretos”, analisa Diniz Filho. Atualmente, o Ceará tem 5.965 empresas formais, sendo que 5.238 são confecções.

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